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Psycho Killer


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24.1.12

Preto


E branco.


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4.10.10

Desabafo


Fiquei calado nos últimos dias e segurei tudo que gostaria de falar na garganta. Ficou preso. Minha caixa de e-mail foi entupida com textos idiotas e falsos – como se aquilo fizesse mudar minhas convicções. Não sou volátil assim. Irritou-me muito a cara de espanto que algumas pessoas faziam quando divulguei meu voto ao ser perguntado. Isso não era uma democracia, ora? Escolho Dilma e o PT com convicção. Por isso, faço um desabafo. Não me levem a mal.

Ainda temos algumas capas de Veja pela frente - isso realmente me preocupa. As grandes famílias têm sede pelo poder. Mas tudo dará certo no final. Chegamos ao segundo turno com os mesmos 47% de 2006, quando Lula venceu Alckmin de lavada. Apesar das inúmeras correntes de mensagens mentirosas que desqualificaram o debate no último mês, quase a metade dos brasileiros não seguiu os alarmistas. A vida de grande parte da população melhorou no mandato Lula. Afinal, não é qualquer governo que reduz de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema e ainda consegue manter o nível de investimento a tal ponto de transformar a Bovespa como a bolsa de valores mais lucrativa entre as 12 maiores economias do mundo (dados d'O Globo de hoje, vejam só), batendo todos os emergentes e as potências cada vez mais fragilizadas no mundo - ou seja, não foi uma melhora circunstancial como muitos turistas disseram nos últimos dias. É fruto de preparação e planejamento. Um país melhor se faz ao longo dos anos, não em um dia. Não adianta se preocupar com política a cada quatro anos, apenas quando chega a hora de votar. Ondas passam e a praia continua no mesmo lugar.

Vamos para o segundo turno com o homem dos genéricos, que enriqueceu a família inteira, especialmente o filho, dono de laboratório, com a sua lei - que, aliás, foi idealizada por Jamil Haddad, ministro da saúde de Itamar. Atacaram muito o atual governo nos últimos meses, como se a corrupção fosse algo exclusivo deste mandato. Não gosto e sou contra qualquer roubalheira, mas não sou hipócrita. Fizeram alarme por causa da existência do tal dossiê sobre a filha do Serra, mas nem precisava. Era só consultar o antigo dossiê de Daniel Dantas – do banco Opportunity, lembram? Aquele que enriqueceu com operações fraudulentas . Veronica Serra era sócia da filha de Daniel Dantas em uma empresa que violou o sigilo bancário e fiscal de 60 milhões de brasileiros. Ela tinha informação privilegiada e nunca poderia assumir tal função. Mas isso não interessa aos peixes grandes.

Você pode até não acreditar na política do PT e ainda afirmar que houve corrupção (ainda que combatida e divulgada) nesses últimos oito anos. Isso eu aceito e respeito muito. Mas não pode ignorar ou esquecer o que aconteceu de 2003 para trás. O sr. Geraldo Brindeiro, procurador geral da república no período FH, ficou com a mão cansada de tanto engavetar CPIs. Não podemos esquecer o que aconteceu com a classe média no governo PSDB. Não podemos ignorar os danos que anos de política neoliberal fizeram ao país. No momento de crise internacional, no fim de 2008, foi o ESTADO que segurou a barra e ainda conseguiu manter o Brasil progredindo. Mas isso também não interessa a muita gente. No fim das contas, o que importa é que tudo voltará ao normal quando a eleição acabar. Aí, muita gente engajada vai se preocupar com os BBBs da vida e com a chegada do verão. Essa gente bronzeada e moderna...



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31.3.10

Blur








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12.3.10

"De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo da dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro."

Fernando Sabino


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14.12.09

Datarock



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21.8.09

Nem os santos


Não há mais sonho. As crianças deixaram criar limo. O futuro escorrega pelas mãos. Em noite chuvosa, o dia acordou cinza. Há ainda quem acredite em palavras. Mas discursos não formam mais verdades. Você nutre esperança por nada, segura-se em galhos podres, deseja o impossível e mal se mantém de pé. A caixa está aberta, bagunçada. Vai, escorre um rio de suas lágrimas. Retorne ao ponto de partida sabendo que tem menos tempo ainda. Amarre teu caminho em espinhos novamente. A sua dor não é mais, mas não é menos.


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23.7.09
Acaso, não. Ocaso. Realidade. Irritação. Dia cinza. Noite fria. Procuro novos tijolos. Alicerce. Voltar? Parar no meio. Novamente. Meus pés procuram o chão. Está fundo. Ah, agonia. vaivém. Dia triste. Guardo os meus.


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11.7.09


Cuide de mim quando fechar os olhos.
Ao acordar.
Ao trabalhar.
Cuide de mim no seu almoço.
No seu prato preferido.
Na sua sobremesa.
Cuide de mim até cansar.
De lembrar-se de mim.
De me ver distante e apaixonado.
Cuide de mim nas tardes de domingo.
Nos dias de chuva.
Nas noites de verão.
Cuide de mim nos retratos.
Velhos e amarelados.
Esquecidos e mofados.
Cuide de mim na sua memória.
De todos os jeitos.
Cabelo desgrenhado e barba cerrada.
Cuide de mim nos seus pesadelos mais profundos.
Para que eu esteja sempre nos seus sonhos.
Para que eu ainda exista em você.
Cuide de mim por cuidar.
Por achar bem.
Cuide de mim como eu jamais cuidei.
Porque hoje já não posso mais.

Post mortem





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1.5.09

Strangelove



Last Updated: April 29th, 2009 (2:42pm PST)


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Thursday, October 22nd, 2009Rio De Janeiro, Brazil July 25th, 2009
Saturday, October 24th, 2009Sao Paulo, Brazil July 25th, 2009







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19.3.09

D.A.N.C.E





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6.3.09

The end is nigh





"Esse mundo sem direção não é delineado por forças metafísicas indefinidas. Não é Deus quem mata as crianças. Não é o acaso que as trucida nem é o destino que as dá de comer aos cães. Somos nós. Somos nós"


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4.3.09

Tempo, mano velho




Tenho andado longe, distante. Deixei o copo esvaziar. As cadeiras vazias. O chão sujo. Poeira tomando conta do lugar. Não tem mais petiscos. Onde está o pote de cebolas em conservas? Cadê o tremoço? E os torresmos? A cerveja esquentou. Não tem bate-boca nem cantoria. Ninguém vai declamar um poema. Fecharam a cozinha. As portas cerradas. Meu coração partido. Já não vejo os meus amigos. Onde estão? Sumiram com o São Jorge e querem rebaixar o Flamengo. Atravessaram o samba. Uma pena. Tudo está triste aqui. Depois da minha porta, sinto enorme saudade de mim mesmo.


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4.2.09

Dias e noites



Os dias amanhecem nublados e quentes. Queima minha pele o mormaço carioca. É o cansaço que bate no peito e faz doer as minhas pernas. A vida anda vagarosa e eu nem ainda comecei. O tempo vai passar, mas ninguém irá lembrar se foi a noite que escureceu ou se fui eu que simplesmente não existiu. Havia por aqui um pouco de liberdade, mas já não sei onde achar isso. Vamos esquecer. Também havia mais coragem, mais vontade e tantas outras coisas mais. Tenho saudades de coisas que não lembro e de coisas que sonhei.


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10,9,8,7,6,5...







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17.9.08

Tim Festival 2008



Chegou a hora. Ingressos na mão.

Marina da Glória

23/10 - 20h
Noite de Gala: Rosa Passos

23/10 - 21h
Noite de Gala: Sonny Rollins

24/10 - 20h
Sophisticated Ladies: Carla Bley / Stacey Kent / Esperanza Spalding

24/10 - 21h
Brilhando no Escuro: Kanye West

24/10 - 22h
Ponte Brooklyn: The National / MGMT

25/10 - 1h
Tim no Tim: Instituto apresenta "Tim Maia Racional"

25/10 - 20h
The Cats: Bill Frisell / Tomasz Stanko / Enrico Pieranunzi

25/10 - 21h
Novas Raves: The Gossip / Klaxons / Neon Neon

25/10 - 22h
Bossa Mod: Marcelo Camelo / Paul Weller

26/10 - 1h
Tim Festa: Dan Deacon / DJ Yoda / Sany Pitbull / Música Magneta / Junior Boys / Gogol Bordello / Switch / Leandro HBL Video Artista / Database

Vitória (sim, como um bom capixaba, aqui vai a programação da capital do Espírito Santo, a terceira mais antiga de todos os estados do país)

Teatro UFES

25/10 - 20h30
Stacey Kent / Carla Bley

26/10 - 20h30
Siba / Gogol Bordello

27/10 - 20h30
The National / MGMT

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E será que vai chover?

O sol que sempre nasce


Sonhei.
Todas as manhãs brilham. O sol levou a noite.
O cheiro de doçura que vem da pele é anestesiante.
Ainda não sabe. Ainda não anda.
Só gargalha.
É quente, líquido, desce com gosto de borracha.
Faz crer que o mundo é de verdade.
Mas as coisas não seguem o rumo às vezes.
Amanhã não será mais eu.
Nem ele será.
Um dia, talvez eu sinta...



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28.8.08

Uma grande Vila Madalena


Estou muito triste com essa história do fechamento do Cine Payssandu, cinema simpático construído nos anos 50. Como estou pelo fim de bares e restaurantes tradicionais da cidade para dar espaço às redes insípidas de botecos que invadem nossas esquinas. Ando triste pela vitória capitalista. Pela troca do chope Brahma, que servia no Bar Luiz desde o século retrasado. Estou triste por ver muita gente contente ao pagar R$ 6 numa Antártica. Bando de mauricinhos imbecis, merecem mesmo comer empada requentada. É assim no Boteco da Garrafa, novo bar do dono do Belmonte e Antonio’s. Ando triste porque não vejo vontade de enxergar um palmo na frente do nariz. Ando irritado. Chateado. Já fizeram da Zona Sul uma grande Vila Madalena. O que resta? Vamos todos beber e ir ao cinema em shoppings?


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19.8.08
Perdidos nos sonhos de outros, buscando os seus perdidos, lembrando os esquecidos.
Memória. Um bêbado que se equilibra no meio-fio.
Ter razão tira parte da graça da vida.
Ser racional é necessário. Esquecer é mais.
Para lembrar depois. Para ter memória.
Para ter vida. E sonhos.
Ilusão e realidade.
Fragmentos.
No fim, nada mais.


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7.8.08

Acabou o amor



Goiás 2 x 1 Flamengo

Ibson parece que está no Flamengo a passeio. Só isso explica tamanha displicência nos dois gols tomados no jogo contra o Goíás. Pouca gente percebeu, mas ele é o único na defesa do Fla que não estava marcando alguém no primeiro gol do time goiano. Além disso, está a cinco passos de Iarley. Ou seja, ele sabia que teria de marcar o atacante. No segundo, já andando em campo, ele deixa de puxar um contra-ataque ao não querer dominar um passe do jovem Aírton. A bola então é tomada pelos jogadores do Goiás que armam um cruzamento da ponta esquerda e...gol. Pombas. Se não basta errar passes o jogo inteiro, o Ibson está muito mal na marcação. Ser destaque de um time médio, como é o Flamengo, não quer dizer muita coisa. Está me parecendo que ele está contaminado daquela velha doença que ronda a Gávea – que deixa os jogadores sonolentos, desatentos, no mundo da lua. Vi muito disso nos últimos 15 anos. O Ibson só estava sendo elogiado desde o fim do Brasileiro do ano passado porque conseguia levar o time com velocidade à frente e ainda era muito dedicado na marcação. O que houve? Lembro que o gol de Guilherme, o de empate da derrota para o Cruzeiro, foi bem parecido com o do Iarley. Ibson não acompanhou o atacante no segundo pau e...gol, claro. Não acho que torcedor deva ir ao treinamento do clube fazer cobrança. Mas a comissão técnica (ou a direção, por que não?) deveria bater um papo sério com ele. Ou todo mundo é muito incompetente lá para não perceber isso. Elogiar quando o atleta está bem é muito legal, quero ver se alguém tem pulso firme para chamar a atenção. Isso faz parte de qualquer trabalho.


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4.7.08

Lema do Campeonato Brasileiro


“Canta a tua aldeia e serás universal.”
Leon Tolstói
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Mengão rumo ao Mundial Interclubes - 09



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Pára ou não pára



Às vezes, o mundo pára. Pára para fazer rir, sorrir ou chorar.
Pára porque, às vezes, não há como a vida passar.
Pára em uma imagem desbotada de lágrimas e esperanças de que, na verdade, o mundo pudesse voltar e não parar.
E aí, a gente não percebe que ele pára, sim.
Nesses momentos, de angústia e prazer, você se sente tão só porque não percebe que todos são você.
De repente, fecham os olhos, e o mundo volta a rodar como se nunca tivesse parado.
Você não viu, mas sentiu.
O mundo parou e ninguém desceu.


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3.6.08
Tenho sono eterno.


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29.5.08

OS 300 DA GÁVEA


"Nunca expulse dois flamenguistas num jogo só. É muito pior para o adversário. Aconteceu no Fla-Flu, e já tinha acontecido com o Corinthians. Quando os dois vermelhos foram erguidos, a torcida tricolor vibrou e comemorou. Ilusão. Era melhor ter jogado de igual para igual. Não só porque são raros os times brasileiros que aproveitam vantagem numérica, nem treinam isso em coletivos, mas principalmente por causa do Flamengo. A inferioridade em campo cavucou a própria história e mística do clube. Como se os jogadores falassem por dentro: “Agora é melhor! Agora vai ser com raça!”. Redatores dos jornais já preparavam as manchetes gastas: VITÓRIA COM A CARA DO FLAMENGO. No Maracanã, o resultado épico já se desenhava. O Fluminense em nenhum momento demonstrou inteligência para destroçar os 300 de Esparta. Atuou como se atua contra 11 jogadores. E talvez não tenha sido incompetência do time das Laranjeiras. E sim mérito dos tresloucados rubro-negros, que começaram a se jogar em cima da bola, nos adversários, para catimbar, para suar, para justificar o amor daquela torcida também delirante, que cantava sem parar incentivando seus queridos guerreiros. Renato Gaúcho devia ter mandado dois jogadores seus provocarem a própria expulsão. Contra o Flamengo, de igual para igual é sempre melhor. Para não despertar a fera. E a história do clube mais popular do país."

De Sidney Garambone, jornalista tricolor, depois da vitória de 1 a 0 do Fla em cima do Flu, no dia 16 de agosto de 2007. Gol de Maxi Biancuchi.

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Domingo tem Fla-Flu Pelo Campeonato Brasileiro. As coisas estão voltando para o seu lugar...



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21.5.08


Beber, cair e levantar...


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Do baú







Ícones de tempos modernos

Charles Chaplin se inspirou em uma fábrica da Ford para criar um de seus maiores clássicos

Julio Calmon*

Os irmãos Lumière têm muito mais em comum com Daimler, Benz, Panhard e Peugeot do que se supõe. Todos foram responsáveis, de certa forma, pela construção da sociedade contemporânea como conhecemos. Os primeiros, por apresentarem o cinema à história; e os outros, por fabricarem os primeiros carros. Cinema e automóvel são contemporâneos, frutos da segunda revolução industrial e ícones do século 20. Ambos alteraram noções de espaço e tempo, acelerando a percepção do dia-a-dia. Também mexeram com as relações sociais, trazendo modismo e redefinindo os conceitos morais.

Acima de tudo, o cinema e o automóvel se caracterizam por trazer mobilidade ao que estava inerte – ou quase. No fim do século 19 e início do 20, a cinematografia dá ação e seqüência às fotos; e os carros, então, substituem as vagarosas carruagens. Logo, se entrelaçaram na grande tela. Até 1940, quando os carros ainda não eram produtos de consumo em massa, o cinema (ao lado da publicidade) ajudou a difundir o automóvel na classe média. Houve quem percebesse que a sociedade estava mudando – mas se para melhor ou pior, isso é outro papo.

Em 1936, Charles Chaplin, com Tempos modernos, criticou o sistema de produção e a linha de montagem que as fábricas implantaram. Vale lembrar que, para fazer o filme, Chaplin se inspirou na visita que fez à fábrica de Henry Ford, em 1923. A partir daí, o cinema se espalha ao redor do planeta. E o automóvel também. Mas, só depois do fim da Segunda Guerra Mundial, os dois finalmente se encontram com mais freqüência. Nesse período, o automóvel e o cinema se conjugam fora das telas. É quando os drive-ins se proliferam nos Estados Unidos, principalmente nos subúrbios. Para se ter uma idéia, só em 1946, existiam 155 estabelecimentos espalhados por todo os EUA. Em 1948, esse número saltou para 820.

O cinema e o carro, então, já estavam incorporados ao estilo de vida americano – logo, exportado ao mundo. Marcante na época, Juventude transviada, de 1955, apresentou o galã relâmpago James Dean em uma sensacional disputa mortal de carros. No mesmo ano do filme, Dean, amante de automóveis, morreu aos 24 anos, em um acidente com seu Porsche 550 – apelidado de Little Bastard (pequeno bastardo). Até hoje, a história de sua morte rende polêmica. Em 1965, Rolls Royce amarelo, estrelado por Ingrid Bergman e Alain Delon, é um dos primeiros grandes filmes a ter um automóvel com participação importante. Dividido em três partes, o filme é protagonizado por um Phantom II, de 1930.

Ao contrário de Velozes e Furiosos, histórias que abordam carros nem sempre são tramas superficiais. Existem abordagens interessantes evolvendo as máquinas. Recentemente, Crash, de 1996, de David Cronenberg, mostra um grotesco grupo que tem como fetiche a reconstituição de acidentes de carros. Thelma & Louise, por sua vez, é uma exaltação à liberdade, mesmo que ela signifique se atirar para a morte em um penhasco dirigindo um Ford Thunderbird.

*27/11/2004



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15.5.08

Ciao, Libertadores!



Uma semana depois do suicídio coletivo contra o América do México, como rubro-negro, foi um tormento assistir aos jogos do Flu, Vasco e Fogo ontem. A semana não passa. Agora, só jogamos no domingo - e apenas pela segunda rodada do Brasileiro. Parece que terminei um namoro e estou com preguiça de iniciar um outro relacionamento. Vai demorar meses para a gente ganhar intimidade com o Campeonato Brasileiro.


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31.3.08

Liga-me


Não tarda.
Acorda.
Levanta.
Desiste.
Olha para o lado. Desliga o relógio.
Descansa. Insiste.
Beija minha boca.
Encobre com o lençol.
Enrosca em minhas pernas.
Arranha minhas costas.
Fica atrasada.
Esquece do trabalho.
Perde o almoço. Não deixa de comer.
Pega um biscoito.
Não toma um café.
Diz que ainda cedo.
Sente saudades da manhã.
Fica até tarde.
Perde o entardecer.
Alegra-se com a noite.
Beija minha boca. Abre uma garrafa.
Leva-me para cama.
Não tarda.
Acorda.
Levanta.
Desiste.
Olha para o lado. Desliga o relógio.
O relógio não desliga. A vida não desliga.
Não desliga. Não desliga....


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Ela me olhou nos olhos e disse que "não sei"
Eu olhei sua boca e disse que "também"
Olhamo-nos na testa e dissemos que "talvez"
Calamo-nos. E o dia amanheceu.
Esperamos por mais uma noite.



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10.3.08
Luxo nas janelas, e eu só sinto a poeira no meus olhos. Esquinas cortadas, ruas esburacadas, enquanto singro as calçadas. Cidade recortada. O novo, o feio, o velho e o absurdo. Bonito é ter horror ao ouro. É gostar de sal e areia e vestir vermelho e preto para quem gosta do azul e branco da bandeira. Mas eles insistem em não enxergar o todo. Levam a vida segmentada, separatista e discriminatória. Taciturno ando eu, sem esperanças renovadas. Foram-se os dias, as noites e as tardes. Ficaram as ruas, a poeira, as roupas rasgadas e o lixo das casas. Fiquei com o chope de consolo e o amor incondicional. Não tenho mais ódio, vejam bem, ainda que haja um pouco de decepção com alguns de vocês...


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26.2.08

Estudo italiano mostra que espécie de peixe sabe contar até quatro


<<<<------Gambusia holbrooki é o nome da fera!
Teste aritmético com animal foi feito com grupos maiores e menores da espécie. Quando são apresentados cardumes com cinco ou mais animais, peixe se confunde.

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É, peixe, já pode ser jornalista!



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20.2.08

Lord Morpheus e sua família...


“Sua pele é fria e viçosa. Seus olhos têm a cor do céu em dias cinzentos e úmidos que privam o mundo de cor e sentido. Sua voz é pouco mais que um sussurro. E, embora ela não possua odor algum, o cheiro de sua sombra é almiscarado e pungente como uma pele de uma cobra....Desespero quase não fala e é paciente”.

Neil Gaiman.

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"Entes Queridos é o nono e penúltimo volume da saga de Sandman - onde finalmente a história do Lorde Morpheus chega ao seu clímax. Escrito na estrutura de uma tragédia grega, Entes Queridos traz um elenco que reúne personagens de todos os arcos de Sandman: o deus nórdico Loki, Hippolyta Hall, Lúcifer, Rose Walker e inclusive as Fúrias no papel de coro grego. Daniel, filho de Hippolyta Hall que foi reclamado por Morpheus, foi seqüestrado, e a mãe culpa Sonho pelo sumiço do garoto. Buscando vingança, ela apela às três Fúrias, que, no dever de punir aqueles que derramam sangue do próprio sangue (no caso do filho Orpheus), começam a enredar Morpheus em uma trama fatal que envolve a todos os personagens."
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O que mata é o preço: R$ 94! A partir de 17/03, nas livrarias...